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Previdência tem grande apoio para ser aprovada este ano, diz Mansueto

O secretário do Tesouro Nacional disse ontem a uma plateia de empresários que governadores estaduais são, hoje, aliados da União e que Câmara e Senado reconhecem urgência de reforma.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, tentou passar confiança a uma plateia de empresários ontem, ao assegurar que a reforma da Previdência Social está sendo bem encaminhada e que deverá ser votada este ano.

Em um debate na Câmara Americana de Comércio (Amcham), Mansueto afirmou que, diferentemente do que ocorreu durante os anos da gestão de Michel Temer (2016-2018), o governo tem hoje uma grande base de apoio para aprovar a reforma: dos governadores, da Câmara e do Senado, do empresariado nacional, além, claro, do mercado financeiro.

“Praticamente todos os governadores que assumiram há cerca de um mês destacaram, em seus discursos de posse, a necessidade de ajuste fiscal e da reforma da Previdência”, disse o secretário.

“Eu tenho conversado muito com os governadores. Eles mesmos têm pedido para serem incluídos na reforma da Previdência. Ou seja, os governadores são, hoje, aliados do governo federal. Isso não acontecia em 2016”, reforçou Mansueto, lembrando que os governadores não apoiaram a reforma do Temer enviada para o Congresso no final de 2016.

O secretário do Tesouro disse ainda que houve uma intensificação do debate acerca da Previdência nos últimos três anos, seja na imprensa, na sociedade e na esfera política. Segundo ele, tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), têm clareza sobre a necessidade de mudanças no sistema de aposentadorias.

“Os dois têm se manifestado a favor da Previdência e da urgência de se discutir o projeto nas duas Casas”, ressaltou Mansueto. “É praticamente certo que, dessa vez, nós temos uma janela de oportunidade bastante ampla para aprovar a reforma previdenciária”, assegurou Mansueto.Apreensão do mercado

Durante conversa com a imprensa depois do evento, o secretário comentou que o mercado financeiro ficou “um pouco apreensivo”, diante da notícia de que a nova proposta de reforma terá que seguir os ritos tradicionais de tramitação. Havia uma expectativa de que o novo projeto pudesse se valer de todo o processo de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC-241) do Temer.

“O mercado queria que a reforma da Previdência fosse aprovada até maio, junho. Mas mesmo que isso acontecesse, o impacto fiscal não ocorreria este ano, somente a partir de 2020. O ideal é que a gente aprove este ano. Se vai ser em dois ou três meses, isso não muda muito”, avaliou o secretário do Tesouro Nacional.

Ainda de acordo com ele, o Executivo federal já tem projetos na mesa. “O governo tem sim a reforma da Previdência pronta. Existe diferentes versões, mas quem vai decidir qual delas irá para o Congresso é o presidente da República. Em uma democracia, quem faz a decisão política não é economista, ainda bem”, concluiu.

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, também defendeu a importância do governo dar continuidade às reformas estruturais iniciadas por Temer, porém comentou que somente mudanças na Previdência Social não farão o Brasil voltar a registrar crescimento de 3%, 4% ao ano, “como o mundo cresce”.

De acordo com Zeina, para que isso ocorra, o Brasil precisa investir muito em educação para melhorar a qualidade do nosso capital humano. Além disso, ela afirmou que o Banco Central (BC) poderia ter avançado nos cortes da taxa básica de juros (Selic), hoje em 6,5%.

Zeina esclareceu que a taxa de juros neutra ou estrutural do Brasil deve estar em torno de 4%. “Não estamos com a taxa de juro estrutural dos nossos vizinhos arrumados, que são melhores nos seus indicadores fiscais”, disse Zeina. A taxa neutra de países vizinhos, como o Chile e Peru deve estar entre 1% e 2%.

Fonte: DCI


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