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Queda no emprego confirma enfraquecimento da economia

O resultado ruim do emprego em março, segundo números do Caged, deverá contribuir para piorar as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019.

O Ministério da Economia divulgou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativo ao mês de março. Foram admitidos 1.216.177 trabalhadores com carteira assinada, número inferior ao das demissões registradas no mesmo mês (1.304.373), resultando na redução de 43.196 empregos formais.

Esse resultado negativo é o primeiro registrado no ano, além de ser o pior para os meses de março desde 2017.

A redução do emprego foi generalizada, afetando cinco dos oito setores econômicos considerados no Caged, com destaque negativo para o comércio, cuja diminuição das vagas formais alcançou a maior cifra (28.803).

Para Bruno Dalcomo, Secretário do Trabalho do Ministério da Economia, esse fechamento de vagas é natural, representando, na verdade, um adiamento de demissões, que geralmente ocorrem, por motivos sazonais, no início do ano.

Embora, de certa forma, o resultado de março possa ser interpretado como uma “devolução” de parte do excesso de admissões sobre demissões ocorrido em fevereiro, não há como negar que esses números confirmam a fraqueza da recuperação da atividade econômica, que segue crescendo timidamente, mantendo o mesmo ritmo observado nos dois últimos anos.

Mesmo se levarmos em conta que essas informações não contabilizam os números do setor informal, que continua aumentando na economia, e das vagas de trabalho no setor público, elas sem dúvida refletem a crescente precarização do emprego, também espelhada no salário médio dos admitidos, que continua menor do que o recebido por aqueles que foram demitidos.

Esse resultado deverá contribuir para piorar as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, pois, o elevado desemprego, além do crescente subemprego e desalento (pessoas que desistiram de procurar emprego), somado ao baixo crescimento da renda acima da inflação e ao crédito ainda muito caro, deverão limitar de forma importante a capacidade de expansão do consumo das famílias, o que, por sua vez, também limitará de forma importante a retomada do comércio.

Fonte: Diário do Comércio


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