calculadora
CMMR ADVOGADOS ASSOCIADOS

CMMR ADVOGADOS ASSOCIADOS

FGV: inflação segue sob controle, mas não tão confortável como na virada do ano

Em 12 meses, o IPC-S passou de 4,88% para 5,19%, registrando a maior taxa desde dezembro de 2016.

Além do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) do fechamento de abril ter ficado alto e acima da expectativa do coordenador do índice, Paulo Picchetti, de 0,55%, o núcleo do indicador, que expurga o efeito direto dos choques sobre a inflação, também subiu na comparação com março, indicando que há algum repasse para os outros preços, ainda que baixo, diz Picchetti.

O IPC-S desacelerou timidamente entre março e abril (0,65% para 0,63%), superando a mediana da pesquisa do Projeções Broadcast, de 0,60%, encontrada a partir do intervalo de 0,56% a 0,67%. Em 12 meses, o indicador passou de 4,88% para 5,19%, registrando a maior taxa desde dezembro de 2016. No primeiro quadrimestre, o aumento foi de 2,21%, de 1,38% no mesmo período de 2018.

O núcleo, por sua vez, subiu de 0,32% no terceiro mês para 0,41%, acumulando 3,96% em 12 meses (de 3,92% em março) – a variação mais alta desde julho de 2017 (4,04%).

“Tem dois choques de oferta acontecendo, em alimentação e combustíveis, o núcleo está dizendo que o efeito não está contido só no choque de oferta, tem tido alguma influência sobre outros grupos, mas temos que qualificar essa contaminação, que ainda é baixa. O valor absoluto desse acumulado em 12 meses está abaixo de 4,00%.” Em 12 meses até abril, o grupo Alimentação teve alta de 7,05%, a maior variação desde dezembro de 2016 (7,43%).

Dessa forma, Picchetti avalia que o cenário inflacionário segue sob controle, mas menos confortável do que na virada do ano, ainda que condizente com o cumprimento da meta em 2019. O centro da meta estabelecido para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano é de 4,25%.

“No balanço de riscos do Banco Central, não tem evidência de aumento significativo de preços que justificasse mudança de política monetária”, avalia. Picchetti mantém sua expectativa para o IPC-S do ano em 4,30%.

Para o economista, o maior risco para o cenário da inflação do ano é o câmbio, principalmente diante das dificuldades da aprovação da reforma da Previdência.

Segundo Picchetti, o grupo de comercializáveis, que normalmente sente o maior efeito da mudança na taxa de câmbio, teve um pequeno aumento de março para abril (0,04% para 0,23%) e, em 12 meses, acumulou a maior taxa (1,81%) desde maio de 2017 (1,82%). “Eu vejo esse fator como o principal motivo de eventual preocupação. De resto, números do mercado de trabalho e do setor de serviços mostram cenário tranquilo, infelizmente pelo nível de atividade fraca.”

No curto prazo, o economista espera desaceleração do IPC-S diante da expectativa de arrefecimento forte em alimentação, que mostra regularização dos preços depois do efeito negativo do clima adverso do verão em alimentos in natura.

Fonte: DCI


Share this post

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email

receba as últimas notícias
no seu e-mail através da nossa newsletter

CMMR - Costa | Martins | Meira | Rinaldi © 2019 - Todos direitos reservados