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Brasil corre risco de ter uma recessão técnica

Analistas e instituições já prevêem uma queda de 0,2% no PIB no primeiro trimestre de 2019; se incertezas políticas se prolongarem, economia também pode ficar negativa em todo o semestre.

A economia brasileira corre o risco de ter uma recessão técnica no primeiro semestre, ou seja, que registre dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB).

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado ontem pelo Banco Central (BC) aponta retração de 0,68% da economia nos primeiros três meses de 2019, em relação ao quarto trimestre de 2018.

O Itaú Unibanco e o Barclays prevêem uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre, na mesma base de comparação. Já o BNP Paribas cortou de 2% para 0,8% a projeção de PIB para 2019.

O professor de Economia e Finanças do Ibmec-RJ, Tiago Sayão, diz que faz sentido pensar na possibilidade de uma recessão técnica, já que os investimentos das empresas estão paralisados em meio às incertezas políticas.

“Mesmo que a aprovação das reformas ocorresse no primeiro semestre, a expectativa era de que o consumo e o investimento começassem a reagir só no segundo semestre”, afirma Sayão. “Portanto, quanto mais essas incertezas forem se prolongando, mais podemos pensar em uma recessão técnica”, acrescenta.

Sayão lembra que nos anos de 2017 e 2018, nos quais o Brasil registrou expansão de 1,1%, o IBC-Br indicava resultados positivos nas suas sondagens. “Porém, já estamos vendo o IBC-Br negativo neste início de ano, o que gera dúvidas em relação à projeção do governo de expansão de 1,5% para este ano”, conclui.

O pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Claudio Considera, comenta que o indicador de atividade da instituição aponta retração de 0,5% da economia durante o primeiro trimestre deste ano.

“Dentro desse indicador, podemos ver um desempenho ruim em muitos setores: extrativa mineral, indústria de transformação, construção civil, transportes e comércio. Todos eles estão registrando resultados piores do que os esperados inicialmente”, detalha o pesquisador da FGV.

Considera lembra que o Indicador Antecedente da Economia (IACE) do IBRE recuou 0,1% em abril. Para ele, esse resultado também aponta para um risco de retorno à recessão. Porém, Considera diz que será preciso avaliar melhor os dados de abril, maio e junho para afirmar com maior certeza.

O IBRE FGV divulgará o Monitor do PIB nesta sexta-feira (17). O indicador tem métricas que estimam o resultado oficial do PIB publicado mensalmente pelo IBGE. O Monitor deve registrar queda de 0,2% no primeiro trimestre.

Fonte: DCI


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