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Indústria cresce em agosto, mas continua a perder fôlego no ano

Mesmo com o melhor resultado mensal desde 2014, segundo dados do IBGE, desempenho do setor continua fraco, avaliam os economistas da ACSP.

Apesar de atingir um resultado acima do esperado em agosto, em termos anuais, a indústria brasileira continua apresentando  contração, segundo análise dos economistas do Instituto Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

De acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria (PMI), divulgada nesta terça-feira (01/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto, o setor cresceu 0,8% em relação a julho, livre de efeitos sazonais.

Porém, mesmo configurando o melhor resultado mensal desde 2014, o desempenho anual continua fraco, com a produção do setor mostrando queda de 2,3% em relação a igual mês de 2018, em parte devido à existência de um dia útil a menos. Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, a atividade seguiu a trajetória de contração (-1,7%).

No comparativo anual, todas as quatro categorias de uso apresentaram queda, com destaque negativo para as produções de bens de capital, sugerindo baixa recuperação do investimento produtivo. Já a de bens de consumo durável, negativamente
afetada pela insuficiência tanto da demanda interna como da externa, que continua a sofrer impactos da crise argentina e da desaceleração da economia mundial.

A recente aprovação da reforma da Previdência, conjuntamente com outras reformas estruturais, que deverão elevar a confiança dos empresários, aliadas ao câmbio mais favorável e à continuidade do ciclo de redução da taxa básica de juros (SELIC), criam as bases para que o setor se recupere ao longo dos próximos meses.

Fonte: Diário do Comércio


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